11.22.2009

Muda Tudo (Tripe i-xiv)

Retomei a escrita. O Miguel diz não consegue. Será que eu consigo? Vamos ver. O Miguel começou a falar de uns efeitos visuais que está a ver. Eu não os vejo. Será que o Sol está muito forte? Já tínhamos falado disso há pouco. Bom, eu acho que podemos ficar ao sol. 'Está bom.' 'Também não há de ser muito tempo'. 'Nós temos de lembrar que a tua pele'. 'Pois é, mas eu acho que a minha pele r… ag… aguenta.

O Miguel está a ver coisas dentro de uma estrutura - retangular - como se fosse de cinema. Ele diz que isso também tem a ver com os computadores, não sei quê, widescreen.

Agora vem uma das minhas partes preferidas do CD: o solo 22. Agora estamos em silêncio. O Miguel ri-se por vezes. Eu paro. Penso em tudo ao mesmo tempo. Agora escrevo.

Pois é, é engraçado como muda tudo de repente. A nossa atenção dispersa-se tanto. O Miguel pergunta se é chuva. Ou é o mar? É o mar.

O Miguel interpelou-me. Está a ver algumas coisa para ser fotografada. Agora é que estamos mesmo a alucinar forte. Viemos para dentro por causa do sol. O Miguel está de pé. Agarrou na máquina. Tirou-me uma fotografia. Pois é, a Sol Niger está a acabar. De repente, pergunto-me se esse som é dentro ou de fora. O Miguel também pergunta. Ele saiu e voltou a entrar. Tirou-me uma fotografia. Pois é, a parte final do 'Sol Niger' dura muito tempo.

Agora discutimos a questão das horas e do […]. Devemos esperar pelas quatro horas de efeito, diz o Miguel.

Bom, agora é que estamos a ver as paredes a derreter. Falamos sobre a minha pele. Sobre a insolação. Eu digo qualquer coisa e o Miguel pergunta-me 'E daí?' Ele tirou-me novamente uma fotografia. Falamos sobre os colchões. Se estavam molhados ou não. Eu acho que não tem problema.

Estávamos a ouvir Biosphere. Agora ouvimos […]. O Miguel está de pé. Eu continuo a escrever.

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